Este é um projeto com o qual eu realmente me surpreendi. Camuflado em meio a várias estruturas de concreto, ele pareci mais um entre tantos outros edifícios frios e vazios. Engano. Ao entrar, fui bombardeada por uma profusão de texturas, luzes e pessoas que formavam imagens interessantes que pareciam esperar pelo enquadramento de fotos, mas que ao mesmo tempo se faziam com uma riqueza de ideias e detalhes que não parecia caber em uma simples imagem.
O teto verde confere uma vista diferente da cidade, na qual me vi como uma simples espectadora de São Paulo, alheia à multidão e ao caos.
Cada canto era apropriado pelos usuários. Seja de uma forma convencional para o qual cada espaço foi projetado como de uma forma inusitada pelas pessoas que usavam este espaço. Talvez esteja ai a grande chave para este projeto. As pessoas se fundem ao espaço, sem que se perceba o limite que os separa e o significado que eles têm sem a presença do outro.
A própria diversidade de espaços criados pelo jogo de texturas, transparências, e rampas remetem à própria multiplicidade de usos e públicos que usam este lugar. Vi neste projeto um exemplo de espaço público que realmente funciona e que reflete à própria característica paulistana da diversidade, do movimento e da convivência.
SESC POMPÉIA
O Sesc Pompéia é um projeto que sempre reserva surpresas e detalhes a cada visita. A riqueza de seu desenho suscita sempre um olhar diferente e novo sobre o mesmo lugar. Mas o mais importante no projeto talvez seja a capacidade que possui de criar um espaço altamente atrativo para todo tipo de público, independentemente da idade, sexo ou classe. A integração dos espaços aliado a um programa coeso, altamente claro em suas disposições espaciais, faz do Sesc Pompéia um lugar de convívio, de arte e cultura para toda a população, traços estes restritos a pouquíssimos espaços de São Paulo projetados com a mesma função.

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